UAB - Universidade Aberta do Brasil
UNB - Universidade de Brasília
Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 3
Professor: CHRISTUS NÓBREGA
Tutor: Marx Lamare Felix
Aluno: Vladimir Corrêa Fonseca
Turma: TEA 1 – Barretos – São Paulo
Atividade 4 ( unidade 2) Assistir e resenhar o filme
( “ O Show de Truman” )
O diretor Peter Weir ( de “ Sociedade dos poetas mortos”) em seu fantástico filme “ O Show de Truman “ nos leva a questionar entre outras coisas: Até que ponto somos genuínos? O destino do homem está em suas mãos? , pois o protagonista Truman Burbank ( Jim Carrey – excelente interpretação) é a estrela de um show televisivo, mas sem o saber, sua cidade natal “Seahaven” ( que aparece nas placas dos carros) é na verdade, um imenso estúdio ( impecavel mente imaculado) e tem como seu criador o diretor de televisão Christof ( Ed Harris ). Todos os habitantes da cidade, incluisive a esposa de Truman, são atores profissionais contratados; eles trabalham e vivem seu “ cotidiano” ( com extrema amabilidade) todos com o mesmo ideal: LOUVAR a vida, em sua pequena cidade, pois ...” descobrimos que não é preciso sair de casa para descobrir as coisas do mundo” ( esta mensagem é reforçada , inclusive na cidade, pela Tv local)
Aos poucos, nosso protagonista escolhido ( desde de seu nascimento, passando a idade adulta) – pelo fato de ser verdadeiro “ homem comum” ( na verdade causa identificação ao público) pois segundo a ideologia televisiva, ...” os atores profisionais são altamente técnicos...”, ou seja , falsos, - vai percebendo os fatos reais ( com pequenos insites) e sua mudança comportamental chega a assustar e incomodar tanto os patrocinadores do programa , como seu diretor, que o condicionaram a ser passivo, controlado e subserviente ( uma das maiores preocupações da Mídía com seus telespectadores) , seu “ excelente “ desempenho nestes papéis manterá então o público completamente dependente de um esquema persuasivo, que não somente cria necessidades, mas que o controlam ( controle social), gerando lucro a seus patrocinadores e a sustentação da própria mídia.
O filme , nos instiga a refletir: “ A vida privada e particular são iguais?” vivemos hoje, como “ Cândido “ de Voltaire, a perda da inocência, a perda de valores morais e éticos, onde o sucesso sempre “ almejado” ( os fins justicam os meios- temos nossos Reality Show) nos levam a ficarmos paralisados ( ver os efeitos das sindromes do pânico , gerados pela sociedade capiatalista) Quais os valores que realmente acreditamos? Como lidar com uma sociedade doente? Será que realmente preferimos a verdade, a qualquer preço? Pois a verdade exige decisões, tomada de consciência e postura, sabemos que somos condicionados a necessidades que não são genuinas, mas que foram criadas para servir e manter o poder da soiedade capitalista.
Como acontece com os programas televisivos, o filme é repleto de patrocinadores, através de roupas, móveis, casas, nas cervejas ( patrocinador mais presente) nas comidadas de cachorros , modificando os hábitos e comportamento das pessoas que passam a desempenhar os papéis esperados e determinados( reforçados através de estereotipos) pois “ precisamos de “ vilões” , de bodes expiatórios, da chamada CATARSE, para a manutenção de nossa passividade. Um dos grandes achados do filme é que as falhas do “sistema” se dão em função das falhas do ser humano, pois este erra, não é perfeito, pois não é máquina programada; destaco: a caída de um refletor, em plena rua, chamando a atenção de Truman.,mais o mais fantástico é que ele não percebe. ( Por que será?) a justificativa da queda do refletor se dá através da rádio local que informa: ...” uma aeronave derrubou suas partes ao voar sobre Seahaven...” e o diálogo do diretor do programa e Truman , onde ele reafirma que ...” Será que Truman não prefere sua cela?...” pois se ele realmente quiser descobrir a verdade, e descobri-la ( eis a grande questão) como detê-lo? . Com uma forte alusão a voz de Deus, pois a voz do diretor vem do céu ( reforçada pela iluminação e feitos sonoros) ela reforça: ...” lá fora a verdade é igual à do mundo que criei para você. As mesmas mentiras, as mesmas decepções, mas no meu mundo, você não tem nada a temer...” Será que não somos levados a parar de lutar, a nos acostumar com a banalização da violência e da corrupção, a desistir de lutar? Temos realmente livre arbitrío? Será que como Truman, abriremos a porta , após encontramos a saída? Ou permaneceremos em nosso universo particular em nosso “ confortável” lar , protegidos do mal, personificados pelos ( excluindo a Midía) nossos “ políticos” corruptos .
Não poderia deixar de comentar que um dos grandes estimulos apresentados ao público para a “ libertação” de nosso “ Herói” ( como nas novelas e nos filmes romanticos) é a fórmula do amor,( nossa memória, que não nos abandona, está sempre ao nosso lado), o filme faz com que Truman recorde seu amor do passado, através da personagem “ Silvia” ( amor nos tempos de FACULDADE), mas a atriz , que interpreta a personagem rompe com a simulação, alerta nosso herói sobre a sua pseudo história, o que o desperta a relexões, mas Silvia é retirada do programa, sua saída é justificada como sendo um personagem esquizofrênico, entretando a atriz não se contenta e demonstra sua revolta no ar, questionando o “ criador “ sobre sua obra. O programa , por ser “ democrático” e “ transparente “ abre à participação ao público para perguntas e respostas, que são respondidas, sem envolvimento emocional, (apesar de demonstrar” interesse “pelo ser humano), o programa tem a finalidade de trazer felicidade as pessoas, através do exemplo de nosso herói.
Independentemente dos estímulos apresentados e/ou manipulados , não saímos ilesos do filme “ O show de Truman – O show da vida “ pois algumas interrogações permanecem : Se temos livre arbitrio, como usá-lo a nosso benefício? Ter consciência dos fatos , e de nossos limites, assim como de nossos recursos interiores, é suficiente para uma tomada de decisão? Estamos realizando aquilo que realmente almejamos? Vivemos, o que realmente acreditamos? O que nos leva a optar por uma carreira, que não nos dá alguma garantia financeira? Nestes momentos me recordo de Reich em “ Escuta , Zé Nínguem “ onde somos levados a refletir: ...” O homem tem apenas duas opções na vida: a felicidade , ou à segurança...”
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
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