sábado, 22 de agosto de 2009

Atividade 1 - "Assistir ao filme"

UAB - Universidade Aberta do Brasil
UNB - Universidade de Brasília
Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 3
Professor: Christus Nóbrega
Tutor: Marx Lamare Felix
Turma: TEA 1 - Barretos – São Paulo
Aluno: Vladimir Corrêa Fonseca


Atividade 1 - Assistir e resenhar o filme


Comentários sobre os filmes “ O Quarto Poder” de Costa Gravas
o documentário “ Muito além do Cidadão Kane”
produzido por Simon Hartog ( 1993)



Acredito que após assistir estas duas obras ,não poderíamos deixar de indagar: O poder é corruptível? Bertod Brecht e Kurt Weill em sua “ Canção para Salomão” nos fala ( trecho) “ O grande César , teve o mundo inteiro em suas mãos
No trono parecia um rei,
Mas um punhal fatal o venceu,
do pedestal ele caiu.
Triste destino , dos grandes reis
Mas com o tempo a correr,
foi que o mundo entendeu:
Poder demais foi sua perdição
Melhor não ter nenhum poder. “

Esta bela canção nos instiga a repensar o poder, mas como repensá-lo em uma sociedade, onde o dinheiro é Deus; o capitalismo dita regras e cria uma pseudo realidade, tanto o documentário quanto o filme nos fala em Quarto Poder, que sem dúvida alguma nos atinge diretamente, pois é a própria Midia, que cria necessidades e mitos para poder se manter de pé.

O visionário Orson Wells nos fala de um homem que ...” Em todos os seus anos de imprensa, muitas façanhas ele cometeu...” será que seu Charles Foster Kane, pode ser considerado nosso Roberto Marinho? ( o documentário nos indaga) pois a família Marinho detém um império chamado Rede Globo de televisão, que nunca deixou de ser politíca, pois tem uma “vocação governista”. Washington Olivetto nos fala no documentário que a publicidade é melhor que o nosso país ( referência ao Brasil) , publicidade esta que cria pseudo otimismo, através da mídia, em especial, a televisão ( destaca)

Através de anúncios de alta qualidade, de grande mitos, gerados e criados pela mídia, nos tornamos reféns do chamado” Sucesso a qualquer preço”; as duas obras, nos questiona : É possível falar de sucesso, com ética? Palavra difícil e tão incompreendida em nossos tempos, e em liberdade de expressão? Já que a prioridade não é a informação, mas o controle social, que reproduz uma ideologia burguesa.

A midía hoje vai muito além do Cidadão Kane, pois além de não ter limites, descaracteriza o ser humano, tornando-o produto e/ou mercadoria baratiada; infelizmente sempre procuramos bodes expiatórios para justificar nossa passividade e nossa ignorância, mas até que ponto não nos acomodamos, reproduzimos e incentivamos valores que nos traem e aniquilam nossas esperanças. A televisão cria e vive de seus ídolos, estes muitas vezes se prostituem em seu ofício, pois a fama e o reconhecimento são metas que justificam os meios, vivemos o tempo das CELEBRIDADES; e dos heróis ou vilões fabricados ( “ O Quarto Poder explicita isto) pela mídia quando convém aos seus interesses econômicos.

As duas obras convergem para um ponto crucial, a vulnerabilidade do público; pois o poder de persuassão dos meios de comunicação é indiscutível; edificamos e destruimos, não somente pessoas, como valores que acabam por ficar acima do bem e do mal.

Uma das características mais assustadoras apresentadas , principalmente no filme, é que nossa sociedade ,independentemente da cultura vigente, se tornou amoral, as ações periféricas e corruptivas são justificáveis, não nos assustamos mais em ver e ouvir discursos altruístas de líderes sindicalistas, que após assumirem o poder, reproduzem a ideologia da política dominante, que massacra e escraviza o povo ao consumo desenfreado( em “O Quarto Poder” a miséria de um dos protagonistas é estimulada e gera lucro através de camisetas que estampam sua própria miséria) Hoje os grandes apresentadores de tv , ou os donos de emissora detém os maiores salários do país, que colaboram com a perpetuação das miséria do povo e reforçam o chamado Capitalismo Selvagem. Será que estamos isentos de culpa, da situação caótica em que estamos vivendo? ( Uma das prin ciapais indagações do personagem De Dustin Hofman, ao final do filme) Somos condicionados a “ escolher” e induzidos entre este ou aquele final de uma telenovela, ( a história se repete em “ O Quarto Poder” onde a própria população é estimulada a condenar ou absorver o personagem de Jonh Travolta , por interesse e manipulação de um programa de televisão que vê na triste história do personagem uma possibilidade de sucesso e de grande audiência)participamos “ ativamente” dos Reality Show, mas não sabemos em quem votar ( a manipulação da mídia é explicitada no documentário)o voto é visto como um poder democrático; Goethe nos diz “ Quem lê, desfaz nós e que ler, “ é a arte de desfazer nós”.

A educação e o conhecimento são uma esperança, vamos repensar nossa pedagogia, nossas instituições, assim como nossas ações, dentro de uma sociedade, que precisa ser revista e reavaliada sempre,. Pois está em constante movimento e transformação.


Pesquisa sobre o documentário: “ Muito além do cidadão Kane “

Infelizmente o diretor do documentário, não pode assisti-lo pois morreu em 1992, então seu produtor e braço direito, John Ellis, se tornou o responsável pelo projeto, em entrevista a folha de São Paulo ( caderno “ Mais” )em fevereiro de 2008 ele disse que a Record e a Globo tentaram comprar os direitos autorais nos anos 90 , sendo que a Globo pretendia engavetá-lo e a Record exibi-lo.

O documentário está disponível na integra desde Fevereiro de 2006 no Google Videos ( A Record tem os seus direitos autorais) Este documentário teve sua exibição em 1993, no Reino Unido e mostra ...” o empresário Roberto Marinho ( 1904- 2003) como ícone da concentração da mídia no Brasil, dái a referência a Charles Fostes Kane, magnata da comunicação vivido pelo cineasta Orson Wells, em “ Cidadão Kane” de 1941.”
Fonte:Google - Record compra documentário: “ Muito além do Cidadão Kane “


Comentários Finais sobre o filme “ O Quarto Poder”

O filme “ O Quarto Poder” de Costa Gravas tem como protagonistas os atores Dustin Hoffman ( Max Brackett) reporter popular de Tv, que vive no anonimato, mas que vê na desgraça de John Travolta (Sam Baily) sua possibilidade de retornar ao sucesso. Armado até os dentes, o ex segurança Sam Baily, por desespero, pois queria seu emprego de volta, faz de reféns, a diretora do museu em que trabalhava e um grupo de crianças; mas um tiro acidental o coloca em situação embaraçosa, na verdade a grande chance de Max Brackett, que dentro do museu tenta controlar a situação e tirar proveito dela.

O filme inicialmente retrata o reporter, sem ética ou carater, como um grande oportunista, mas a partir do convivio com o ex segurança( retrato dos explorados e de ética incontestável)se mostra generoso e contradiz todas as artimanhas necessárias para chegar a uma grande audiência, ou seja, destruir o ex segurança. O personagem Sam Baily, através de sua história nos mostra como a Mídia, o “Quarto poder” ( tema central) pode construir heróis ou vilões, dependendo de seus interesses econômicos, já que que para ela, somos apenas mercadoria.

A vulnerabilidade da sociedade é retratada e o poder de persuasão da mídia é evidenciado, pois as “ notícias” são criadas ou fabricadas, não pela ética, mas por interesses economicos. O final nos faz repensar o suicidio de Sam, por desespero, e nos mostra até que ponto não somos impunes, pois nossa passividade e consequentemente nosso “ desejo” de sucesso a qualquer preço podem gerar consequências irreversíveis.

http://correa-oboreunb.blogspot.com/

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