
UAB - Universidade Aberta do Brasil
UNB - Universidade de Brasília
Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 3
Professor: Chirstus Nóbrega
Tutor: Marx Lamare Felix
Turma: TEA 1 - Barretos
Aluno: Vladimir Corrêa Fonseca
Atividade 5 ( unidade 2) Analisando a TV
NOVELA : " Caminho das Índias "
Autora: Glória Perez
Direção: Núcleo de Marcos Shechtman
Produção: Rede Globo de Televisão/ 2009
Horário:21:00 h
A atual novela das 21:00 h " Caminho das Índias" de Glória Perez( autora polêmica, que propõe sempre em seus enredos temas como denúnicas sociais) se afirma como um produto de grande sucesso comercial, suas características técnicas e artísticas reproduzem todos os ingredientes e estereotipos de um "bom" folhetim televisivo, pois suas temáticas cumprem a missão de atingir a todos os públicos. A novela se divide entre a Índia com seus valores tradicionais , rígidos e impiedosos e o Brasil, com sua diversidade cultural e social; destacando ainda o problema da esquizofrenia e psicopatia( mostrada através de uma visão médica, exemplificada pela ação de personagens que relatam suas vivências e experiências com pacientes de uma clinica de recuperação.
Dividida em núcleos e sub núcleos, narra a paixão proibida ( através de um triangulo amoroso) de nossa bela e sofrida heroína Maya ( Juliana Paes- sua primeira protagonista) com o marginalizado indiano " dalit" Barua( Marcio Garcia) e o rico, belo e sensual Raj ( Rodrigo Lombardi) com sofisticada produção, tanto em figurinos, cenografia e direção de arte, a novela tem fortes apelos de marketing , através ds exploração da cultura indiana( roupas, acessorios, decoração) e da cultura brasileira , destacando suas músicas através de temas de seus personagens ,desde de malandragem, passando da gafieira a classe dos ricos cariocas; e comportamentos, reproduzidos através de personagens altamente estereotipados, onde não faltam o "corno" , o "bad boy", "pobres" ( representados sempre por nordestinos e negros- empregadas domésticas) a " vilã" (sempre com desfecho tragico) a " burguesa futil" e o homem " maduro" que sempre se casa com mulheres mais jovens. Não tendo a preocupação com o aprofundamento de temas e o perfil psicológico de personagens, as novelas sofrem influência de seu público , alterando até o final da trama; apesar de que este comportamento " ativo" se torna contraditório, pois este mesmo público não sabe eleger seus governantes e assumir suas próprias histórias pessoais, ficando cada vez mais dependente de um " entretenimento" que não separa ficção de realidade.
Não podemos nos esquecer que a própria Emissora reforça o tempo todo sua hegemonia e a credibilidade de suas novelas, através de seus programas e eventos; destacando sua ideologia, que sustenta o capitalismo e a com petitividade , tornando o homem uma mercadoria barata e altamente descartável; dentre os temas apresentados, saliento que estes no máximo se restrigem apenas a denúncias sociais , não procurando soluções ou resoluções para tais problemas. Os assuntos são abordados superficialmente e com fortes apelos sexuais, não nos esquecendo que as situações de comicidade são restritas aos personagens pobres e que contradizem a própria história, como exemplo a personagem Norminha ( Dira Paes – excelente) que apesar de ser rejeitada como mulher fatal e fácil é estimulada pela música tema de seu personagem ( ..."você não vale nada , mas eu gosto de você) .
Independentemente do poder massificador das novelas no Brasil , não podemos deixar de nos esquecer que elas absorvem e escravizam nossos grandes interpretes (desde atores até tecnicos) pois nossa cultura ainda vê a novela com o obra de arte e nos estimula a reconhecê-la como tal, exaltando sua soberânia sobre outras formas de arte, que sofrem pela falta de patrocinio e público, e ainda pela falta de reconhecimento, limitando-as a um público pertencente a elite cultural e econômica.
Mudanças ( direção)
redução ao número de personagens/ duração menor
Objetivar o entretenimento à pseudos debates com temas sociais
Não expor tanto os atores fisicamente
Não apenas instigar a denúncia sem propor saídas ou discussões sérias
Não expor professores ao não enfrentamento de tipos de violência.
UNB - Universidade de Brasília
Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 3
Professor: Chirstus Nóbrega
Tutor: Marx Lamare Felix
Turma: TEA 1 - Barretos
Aluno: Vladimir Corrêa Fonseca
Atividade 5 ( unidade 2) Analisando a TV
NOVELA : " Caminho das Índias "
Autora: Glória Perez
Direção: Núcleo de Marcos Shechtman
Produção: Rede Globo de Televisão/ 2009
Horário:21:00 h
A atual novela das 21:00 h " Caminho das Índias" de Glória Perez( autora polêmica, que propõe sempre em seus enredos temas como denúnicas sociais) se afirma como um produto de grande sucesso comercial, suas características técnicas e artísticas reproduzem todos os ingredientes e estereotipos de um "bom" folhetim televisivo, pois suas temáticas cumprem a missão de atingir a todos os públicos. A novela se divide entre a Índia com seus valores tradicionais , rígidos e impiedosos e o Brasil, com sua diversidade cultural e social; destacando ainda o problema da esquizofrenia e psicopatia( mostrada através de uma visão médica, exemplificada pela ação de personagens que relatam suas vivências e experiências com pacientes de uma clinica de recuperação.
Dividida em núcleos e sub núcleos, narra a paixão proibida ( através de um triangulo amoroso) de nossa bela e sofrida heroína Maya ( Juliana Paes- sua primeira protagonista) com o marginalizado indiano " dalit" Barua( Marcio Garcia) e o rico, belo e sensual Raj ( Rodrigo Lombardi) com sofisticada produção, tanto em figurinos, cenografia e direção de arte, a novela tem fortes apelos de marketing , através ds exploração da cultura indiana( roupas, acessorios, decoração) e da cultura brasileira , destacando suas músicas através de temas de seus personagens ,desde de malandragem, passando da gafieira a classe dos ricos cariocas; e comportamentos, reproduzidos através de personagens altamente estereotipados, onde não faltam o "corno" , o "bad boy", "pobres" ( representados sempre por nordestinos e negros- empregadas domésticas) a " vilã" (sempre com desfecho tragico) a " burguesa futil" e o homem " maduro" que sempre se casa com mulheres mais jovens. Não tendo a preocupação com o aprofundamento de temas e o perfil psicológico de personagens, as novelas sofrem influência de seu público , alterando até o final da trama; apesar de que este comportamento " ativo" se torna contraditório, pois este mesmo público não sabe eleger seus governantes e assumir suas próprias histórias pessoais, ficando cada vez mais dependente de um " entretenimento" que não separa ficção de realidade.
Não podemos nos esquecer que a própria Emissora reforça o tempo todo sua hegemonia e a credibilidade de suas novelas, através de seus programas e eventos; destacando sua ideologia, que sustenta o capitalismo e a com petitividade , tornando o homem uma mercadoria barata e altamente descartável; dentre os temas apresentados, saliento que estes no máximo se restrigem apenas a denúncias sociais , não procurando soluções ou resoluções para tais problemas. Os assuntos são abordados superficialmente e com fortes apelos sexuais, não nos esquecendo que as situações de comicidade são restritas aos personagens pobres e que contradizem a própria história, como exemplo a personagem Norminha ( Dira Paes – excelente) que apesar de ser rejeitada como mulher fatal e fácil é estimulada pela música tema de seu personagem ( ..."você não vale nada , mas eu gosto de você) .
Independentemente do poder massificador das novelas no Brasil , não podemos deixar de nos esquecer que elas absorvem e escravizam nossos grandes interpretes (desde atores até tecnicos) pois nossa cultura ainda vê a novela com o obra de arte e nos estimula a reconhecê-la como tal, exaltando sua soberânia sobre outras formas de arte, que sofrem pela falta de patrocinio e público, e ainda pela falta de reconhecimento, limitando-as a um público pertencente a elite cultural e econômica.
Mudanças ( direção)
redução ao número de personagens/ duração menor
Objetivar o entretenimento à pseudos debates com temas sociais
Não expor tanto os atores fisicamente
Não apenas instigar a denúncia sem propor saídas ou discussões sérias
Não expor professores ao não enfrentamento de tipos de violência.

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